+

Duas faces da higiene: ensinamentos em Florence Nightingale e no movimento higienista

Enfermagem. Higiene. Ciência. Política de saúde.

Pesquisadora: Lilian Denise Mai

Período: 2016 - 2017

Acadêmica: Ketelin Cristine Santos Ripke / Graziele Adrieli Rodrigues Pires

Resumo: O objetivo foi identificar aspectos de historicidade nas concepções de higiene em Florence Nightingale e no ideário higienista. Metodologia qualitativa, mediante pesquisa documental e bibliográfica, com leitura do livro “Notas sobre enfermagem”, de 1859, e referências sobre o movimento higienista construído no Brasil no início do século XX. Como resultados, as diferenças de concepção foram exemplificadas com as expressões ‘casa insalubre’, no caso de Nightingale, e ‘país insalubre’, no caso dos higienistas, de modo a explicitar alguns alcances e limites em torno da higiene. Florence, mesmo sem evidências científicas concretas e com tecnologias precárias, instituiu e primou por práticas de higiene e limpeza nos domicílios e hospitais, reduzindo drasticamente os índices de mortalidade entre os soldados feridos em guerra. O ideário higienista, já dispondo de maiores avanços técnico-científicos, fez ecoar a necessidade de higiene sem, contudo, demonstrar capacidade de interferir na origem das precárias condições de vida e melhorar os indicadores de saúde. Conclui-se que a importância da higiene foi apontada e consolidada, ao mesmo tempo em que se explicitaram os limites históricos da socialização de seus benefícios.